A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados rejeitou
nesta quarta-feira o projeto que coloca na lei a obrigação de que as
cédulas de real contenham a frase “Deus seja louvado”. A rejeição foi
pedida pelo deputado
João Magalhães (PMDB-MG), presidente do colegiado, por inadequação
orçamentária. Com isso, a proposta será arquivada, a não ser que haja
recurso assinado por 52 deputados para que ela seja analisada pelo
Plenário, que teria a palavra final. As informações são da Agência
Câmara.
A proposta foi apresentada pelo deputado Eduardo da Fonte (PP-PE) depois
que o Ministério Público Federal de São Paulo acionou judicialmente a
União e o Banco Central, em 2012, para que a frase “Deus seja louvado”,
presente nas cédulas desde 1994, fosse retirada por ferir os princípios
de laicidade do Estado e de liberdade religiosa. Posteriormente, a Justiça paulista negou a ação do Ministério Público.
Eduardo da Fonte apresentou a proposta para que a inscrição
fosse mantida. O projeto altera a Lei 9.069/95, que instituiu o Plano
Real. A norma não prevê que as cédulas devem trazer a frase “Deus seja
louvado”, apesar de ela estar presente. O texto do deputado legalizava a
inscrição.
O primeiro parecer do deputado João Magalhães, lido durante a reunião
da comissão, pedia a aprovação da proposta, na forma de um
substitutivo. O substitutivo determinava que a frase deveria trazer
“tipos de tamanho superior à inscrição Banco Central do Brasil". Mas ele
decidiu mudá-lo, e pedir a rejeição, depois da intervenção de diversos
deputados.
Primeiro a falar, o deputado Afonso Florence (PT-BA) disse que a mudança
implicaria em recolhimento de todas as cédulas em circulação e
substituição pelo novo modelo. Isso acarretaria custos orçamentários,
não mencionados no projeto de lei e não previstos na lei orçamentária em
vigor, como manda a legislação. Além disso, segundo ele, a frase “Deus
seja louvado” já está presente nas cédulas de real.
Outros deputados argumentaram que a aprovação suscitaria polêmicas
desnecessárias sobre a questão do Estado laico. “Seria atiçar o debate
no momento em que a questão está resolvida”, ressaltou o deputado Luiz
Carlos Hauly (PSDB-PR). O deputado Pedro Uczai (PT-SC) afirmou o mesmo.
“Vamos manter como está para não criar uma polêmica maior.” Diante dos
argumentos, João Magalhães refez seu parecer e pediu a rejeição por
inadequação orçamentária.
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Meu Deus esses deputados não tem o que fazer,tantas coisas que o Brasil precisa,como educação, saúde, hospitais, moradia,e eles vão se importar só porquer na cédula estar escrito Deus seja louvado,vão procurar o que fazer, o país tá precisando de tanta coisa,como mais investimentos na segurança. Em postos de saúde, remédios, que nós postos nunca tem! Olha senhores deputados vão trabalhar,procurem o que fazer,porquer trabalho é o que não falta!
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